Codé di Dona - 08 - Corno

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Codé di Dona, de seu verdadeiro nome Gregório Vaz (Chaminé, São Domingos, 10 de julho de 1940 - Praia, 5 de janeiro de 2010), foi um músico e compositor cabo-verdiano. Considerado como uma das figuras incontornáveis do funaná, género musical outrora confinado à ilha de Santiago e hoje com ressonância universal, Codé di Dona nasceu no concelho de São Domingos e viveu sempre na localidade de São Francisco,[2] no mesmo concelho onde nasceu e viveu outro expoente da música cabo-verdiana, Ano Nobo.[3] Profissionalmente sempre ligado à agricultura e ao pastoreio, reformado como guarda-florestal, Codé di Dona compôs temas clássicos do repertório nacional cabo-verdiano, como "Febri Funaná", "Fomi 47", "Praia Maria", "Yota Barela", "Rufon Baré" e "Pomba", entre dezenas de outros. Codé di Dona emocionou os cabo-verdianos com a singularidade das suas melodias ea poesia das suas letras. A composição "Fomi 47", por exemplo, refere-se a uma das realidades históricas mais marcantes de Cabo Verde: a estiagem de 1947, a fome ea emigração para São Tomé e Príncipe. A imagem da partida do navio "Ana Mafalda" faz parte do imaginário coletivo dos cabo-verdianos, sendo essa música entoada, como um hino, pelos seus vários intérpretes. Codé di Dona era também exímio tocador do acordeão (ou gaita), a concertina, um dos instrumentos paradigmáticos do funaná, a par do ferrinho. Nessa qualidade de instrumentista, Codé di Dona gravou dois álbuns: o primeiro, Kap Vert, em 1996, eo segundo, em 1998 ...

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